Ao tornar-se uma nação independente, já toda a região do norte de Portugal (berço da nacionalidade) possuía numerosos castelos activos.

Uns serviam como centro de defesa das povoações que lhes estavam próximas.

Outros, localizados em pontos quase inacessíveis dominavam locais estratégicos de passagem de pessoas e mercadorias.

Era constituído essencialmente por uma alta torre central (a chamada torre de menagem), em volta da qual se estendia um terreno livre, maior ou menor, casas de habitação, arrecadações, etc.

Este conjunto era depois cercado por uma linha de muralhas, cujo traçado dependia da configuração do terreno.

No topo destas muralhas estendia-se um caminho (adarve ou caminho de ronda), que permitia a ronda das sentinelas ou a distribuição dos defensores, em caso de ataque.

Este caminho de ronda era defendido por um parapeito (no lado exterior das muralhas) coroado de ameias ou seteiras, e subia-se ao mesmo por escadas de pedra construídas nas paredes do lado interior das muralhas ou no interior das torres.

As ameias, eram as aberturas no parapeito das muralhas por onde os defensores visavam o inimigo, sendo os merlões destinados a proteger os defensores que se encontravam no adarve ou caminho de ronda.

Duas portas pelo menos se abriam nas muralhas: uma ampla (porta principal) e outra, de tamanho modesto e por isso facilmente defensável, situada dissimuladamente num ponto conveniente da muralha, que permitia a saída para os campos em caso de necessidade (a chamada porta da traição).

Por vezes existia uma outra linha de muralhas mais avançada, mas mais baixa (chamada barbacã) onde os atacantes encontrariam a primeira resistência ao seu avanço.